sexta-feira, 19 de maio de 2017

gigante de fogo


livre dos cordões, das serpentes,
do que já foi,
do que evapora-se,
do que explode bem longe

o espelho, ao espelho, no espelho,
para o espelho;
eu espelho do meu espelho
do teu espelho

despeço-me do passado ( agradecido )
por mais difícil que ele tenha sido
meu outro homem, meu outro

raízes extensas desse outro
se multiplicam

o cais é o lugar mais propício
para movermos um barco ( ? ),
um penacho de navegantes,
um gigante de fogo

é de aço a arte do meu eu,
de espumas,
de células magnéticas repulsivas

( edu planchêz )

nas terras da alma das maçãs




eu sempre quis mover
com os olhos as camadas profundas
das porcelanas regentes de minhas mãos,
e as movo

nunca quis e sempre quis
ser uma lenda viva do rock,
bem modesto, nada modesto,
totalmente poeta,
homem de nada,
sorridente de tudo

absurdo aqui nesse agora,
eu, você, os candelabros,
as aves-labaredas

meus reis pés se plantam
nas terras da alma das maçãs,
nos cabos que prendem as letras
nas linhas dos que escrevem

( edu planchêz )

ergo-me da tumba da depressão


ergo-me da tumba da depressão
para riscar nas casas da luminosidade
dos gigantes do tempo
que vivem fora do tempo
além do tempo
algo que só os se escancaram
percebem

diria que você me olhe e se olhe
de olhos fechados,
de olhos cravados nas esferas
que giram

a imperfeição perfeita germina
sempre que me reconheço no outrem,
ouvindo o que escapa
do alcance da lógica

e tinha que morrer mais uma vez
para compor essa linhas
de vida, de sabedoria avassaladora

e eu não me mostro atoa,
muito menos você
que me acompanha
com os círculos dos muitos sentidos

minha poesia nunca sucumbe
aos solavancos das coisas ruidosas
maiores que o tempo
menores que a carne

( edu planchêz )

gigante de fogo

livre dos cordões, das serpentes, do que já foi, do que evapora-se, do que explode bem longe o espelho, ao espelho, no espelho, para ...